

Abaixo todas as crises: de identidade, existenciais e ministeriais. Abaixo os que querem governar os corações, as emoções e as sensações. E sim à instantânea explosão, à espontânea combustão, ao sobre humano tesão.
Abaixo o irracional, o internacional, o anti-gripal, o artificial. Abaixo o original, o moderno, o novo, o atual. E sim ao suor e ao sal.
Abaixo os ofícios, os carimbos, os selos e todas as marcas. Abaixo todos os símbolos, todos os rótulos, todos os títulos.
Abaixo o baixo astral e a troca do bem pelo mal. Abaixo a incoerência, a abstinência e a falsa decência.
Abaixo o desapontamento e a decepção, pois a vida tem mesmo o aperto no ônibus, a contramão. Ela é assim, de pé em pé, mão em mão, sim em sim, não em não.
Abaixo a estagnação, o verbo estar, estou, estão. Abaixo a carinha de anjo, o carrinho de anjo, a asinha de anjo, o arzinho de anjo. E não ao adeus definitivo e sim ao “ciao”.
Abaixo as escrituras, sagradas e consagradas, malditas e satânicas, latinas, eruditas e clássicas. E sim às populares, singulares e de cordel. Abaixo as línguas ininteligíveis dessa babel.
Prefira o seu próprio idioma, a fala que soma e não assalta, não avança, e não nos deixa em coma.
Abaixo os sons de aviões, de jumbos e suas aero-explosões. E sim a todas as músicas, dessas que sempre se ouviram, que sempre existiram, sem muitas colcheias ou breves, cantadas em “fá”, que é melhor.
Abaixo toda insatisfação entre essa e outra nação. Abaixo esse país, o astral desse país, a desolação desse país. Deixa lá esse gigante e sua madorna renitente e constante.
E chega de tantos “ais”, de tantos menos e mais. Chega de gente esquecida, escondida e ex-querida. Pois o tempo já urge e chega, e com ele o espaço, o segundo, o minuto e a hora: e adeus bonança.
E abaixo a tela, que já não mais suporta as nuanças; o livro, que já não quer mais redundâncias; e a lógica, não quer mais inconstâncias.
Abaixo as ciências, humanas e desumanas. E que reinem todas as artes, gregas e troianas, judias e romanas, laicas e clérigas, futurísticas e cibernéticas, normais e insanas, celestiais e mundanas, sacras e profanas. Que reine a raça humana!!!
Chico Teixeira
2 comentários:
SEI GRANDISSIMO COME SEMPRE!!!
BEIJOS.
Típica reivindicação de quem tá de saco cheio de tanta regra e norma sem sentido. Abaixo o abaixo!
muito bom!
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